terça-feira, 25 de março de 2014

RESOLUÇÃO N° 175


Publicada pelo CNJ, a Resolução  n. 175,  que proíbe as AUTORIDADES competentes de se recusarem a habilitar, celebrar casamento civil ou converter união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo. Confira: http://www.cnj.jus.br/images/resol_gp_175_2013.pdf.





"Algumas perdas são irreparáveis. Certas conquistas são eternas"(Filme Flores Raras)



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Rede Globo e o beijo com décadas de atraso

Pela primeira vez, ouvi gritos entusiasmados de "torcida" ecoando dos apartamentos ao meu redor não relacionados a um jogo. Evidentemente, foi a reação a uma das cenas "mais esperadas" da história da comunicação de massas no Brasil: o dia em que a Rede Globo se rendeu à realidade e decidiu colocar em cena um (singelo e pudico, vale lembrar) beijo gay em seu horário nobre.
Que a Globo tenha se movido pela mesma lógica de sempre: o olho no mercado e a luta para se manter como principal e mais lucrativa emissora do país, é inegável. Como também, não dá pra esquecer que esta é (e sempre será) uma emissora que, como todas, "é habitada pelo poder do Capital", sintonizada com tudo contra o que lutamos cotidianamente (inclusive na propagação da homofobia, do racismo e do machismo), desde seu surgimento, nos anos 1960, sob o patrocínio da ditadura. E mais: o beijo com décadas de atraso em relação ao mundo em que vivemos.
Contudo, não podemos menosprezar a realidade do lado de cá da tela. Aliás, é a que mais interessa nesta história toda. O beijo, é, sim, uma vitória de todos e todas que lutam contra a opressão. São estes os verdadeiros protagonistas desta cena. Foram os LGBT's de verdade que fizeram com que a emissora do nada saudoso Roberto Marinho tenha se rendido, "reconhecendo" o espaço que os LGBT estão conquistando, com muita luta, nas ruas. 



terça-feira, 25 de junho de 2013

PROCURA-SE MULHERES QUE FORAM ADOTADAS

Procuro mulheres que foram adotadas e tiveram filhos biológicos que queiram colaborar com sua experiência de um trabalho que está sendo desenvolvido pela Patrícia J.F.S. Moraes, Assistente Social e Doutoranda em Psicologia pela Universidade Católica de Brasília. Interessadas por favor entrem em contato comigo deixando mensagem in box. 
Amanda Iab.

domingo, 9 de junho de 2013

DESAPARECIDO - SANDRO ELDER FRANCISCO SALLES

Moreno,1,70 cm,cabelos pretos,olhos castanhos, estava em tratamento para depressão pós-traumática.
Registro do desaparecimento foi feito na 34ª D.P. Bangu
(area do desaparecimento) no Rio de Janeiro, morava em Santa Cruz- Rio de Janeiro. Durante este período de procura tivemos informações de ter sido visto (ou pessoa parecida) como andarilho nos bairros de Santa Cruz, Campo Grande, Conceição de Jacarei, Mangaratiba (na Costa Verde).A ultima informação foi a cerca de 8 meses ter sido visto em Campo Grande zona oeste do Rio de Janeiro.
DATA Nasc.: 29/03/1983
Mãe: Sandra Maria da Silva Salles
Rio de Janeiro - RJ
BANGU
desap. desde 08/11/2009
B.O. nº 034-13120/2009


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Kinder Ovo rosa ou azul? Meninas e Meninos brincam do que quiserem


No primeiro domingo do mês de junho, assistindo à TV, fui surpreendida por uma propaganda que me deixou arrepiada:”O Kinder Ovo agora tem pra menino e pra menina”. A divisão sexual se faz através dos brinquedos e brincadeiras sugeridas pelas surpresas do chocolate. Quantas passadas para trás damos com a aprovação de uma propaganda como esta! 

O MEC, juntamente com a Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República realizaram recentemente um seminário com o título: Meninas e Meninos: brincam do que quiserem. E na contramão dos avanços no processo de formação das crianças, jovens e adultos em nosso país aparece o “Kinder Ovo Sexista”. 
Toda a luta pela igualdade de gênero, a busca de novos conceitos e metodologias, derrubando barreiras históricas e culturais entre homens e mulheres, pra um comercial, de apelo infantil, retomar de forma retrocedente que “meninas e meninos não se misturam nas brincadeiras” e mais, reforçar a ideia de que o rosa é de menina e o azul de menino. Deveríamos ter censura para aqueles e aquelas que produzem retrocessos, não?!
Sou professora, educadora, mãe e com certeza, como muitas, indignada de ver tamanho equívoco comercial apelativo para o consumo de forma tão sexista. A muito, desde que estabelecidas às políticas de inclusão, com as mudanças na LDB desde 1996, com os Novos Parâmetros Curriculares Nacionais da Educação, com a implementação das políticas de Igualdade de Gênero desde 2003, num momento onde afirmamos positivamente o Futebol Feminino, reconhecido nacional e mundialmente, onde as mulheres são as mais bem avaliadas na condução no trânsito do país, onde muitas se mostram melhores gestoras públicas que os homens, vêm a propaganda, querendo reforçar em nossas crianças que lugar de menina é em casa, cuidando das filhinhas (bonecas) e os meninos na rua, no comando (do carro), no poder! 
O Kinder Ovo aponta exatamente como a publicidade, de forma machista e sexista, passa sua mensagem e reforça preconceitos. E veja que estes já estão em processo de ruptura com a implantação das novas práticas e metodologias pedagógicas em curso em nosso país. Pergunto eu, porque esta lógica retrocedente neste momento? O que se pretende? Conter avanço das mulheres, meninas da geração Kinder Ovo, mostrando-nos o lugar que reservam para ocuparmos e assim nos influenciar? Redimir os homens diante da falência do machismo, mostrando uma visão e cultura sexista como a forma de conduta ideal? 
Não sabem os publicitários que já temos pesquisas que comprovam o quanto as brincadeiras são marcantes na formação das crianças e podem transformar, incluir ou conservar conceitos e valores pra retroceder ou avançar a humanidade? Claro que sabem, não é mesmo! A brincadeira, que apela para o sexismo, onde meninas podem brincar com as coisas que as conduzem ao lar e os meninos com brincadeiras que os levem para o mundo público e do poder está na pauta do comercial. Mas está em desuso como prática de estudos e no sistema educacional implementado no Brasil. Este modelo ainda está impregnado em muitas propagandas, e a Kinder Ovo se superou, trazendo o retrocesso para o ar e para os lares.
A brincadeira, além de socializar, ela deve formar sujeitos mais autônomos, seguros e com habilidades para resolver conflitos, e não para estabelecer e dividir as pessoas, classificando-as pelas habilidades que querem construir em nós, em detrimento das que realmente temos. Por isto, mais que depressa, devemos recusar de forma veemente atitudes como esta, e fazer avançar no Brasil as políticas de inclusão de gênero, para que nenhum menino cresça achando que não deve cuidar da casa, e que nenhuma menina acredite que não nasceu para dirigir, nem o carro, nem a vida. Assim, fica o registro, para que os governos, os gestores e gestoras, as mães e os pais que assistem a estes comerciais, tenham um posicionamento propositivo diante dos novos desafios da vida, tornando as relações entre meninos e meninas prazerosas, respeitosas e acima de tudo, sem machismo, nem sexismo. Meninas e meninos podem brincar do que quiserem, e podem ser ainda mais do que os conceitos que o rosa e azul do Kinder Ovo quer que sejam.

Gláucia Helena de Souza
Professora de História e Assessora de Políticas de Gênero e Enfrentamento a Violência contra Mulheres.