sexta-feira, 7 de junho de 2013

Kinder Ovo rosa ou azul? Meninas e Meninos brincam do que quiserem


No primeiro domingo do mês de junho, assistindo à TV, fui surpreendida por uma propaganda que me deixou arrepiada:”O Kinder Ovo agora tem pra menino e pra menina”. A divisão sexual se faz através dos brinquedos e brincadeiras sugeridas pelas surpresas do chocolate. Quantas passadas para trás damos com a aprovação de uma propaganda como esta! 

O MEC, juntamente com a Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República realizaram recentemente um seminário com o título: Meninas e Meninos: brincam do que quiserem. E na contramão dos avanços no processo de formação das crianças, jovens e adultos em nosso país aparece o “Kinder Ovo Sexista”. 
Toda a luta pela igualdade de gênero, a busca de novos conceitos e metodologias, derrubando barreiras históricas e culturais entre homens e mulheres, pra um comercial, de apelo infantil, retomar de forma retrocedente que “meninas e meninos não se misturam nas brincadeiras” e mais, reforçar a ideia de que o rosa é de menina e o azul de menino. Deveríamos ter censura para aqueles e aquelas que produzem retrocessos, não?!
Sou professora, educadora, mãe e com certeza, como muitas, indignada de ver tamanho equívoco comercial apelativo para o consumo de forma tão sexista. A muito, desde que estabelecidas às políticas de inclusão, com as mudanças na LDB desde 1996, com os Novos Parâmetros Curriculares Nacionais da Educação, com a implementação das políticas de Igualdade de Gênero desde 2003, num momento onde afirmamos positivamente o Futebol Feminino, reconhecido nacional e mundialmente, onde as mulheres são as mais bem avaliadas na condução no trânsito do país, onde muitas se mostram melhores gestoras públicas que os homens, vêm a propaganda, querendo reforçar em nossas crianças que lugar de menina é em casa, cuidando das filhinhas (bonecas) e os meninos na rua, no comando (do carro), no poder! 
O Kinder Ovo aponta exatamente como a publicidade, de forma machista e sexista, passa sua mensagem e reforça preconceitos. E veja que estes já estão em processo de ruptura com a implantação das novas práticas e metodologias pedagógicas em curso em nosso país. Pergunto eu, porque esta lógica retrocedente neste momento? O que se pretende? Conter avanço das mulheres, meninas da geração Kinder Ovo, mostrando-nos o lugar que reservam para ocuparmos e assim nos influenciar? Redimir os homens diante da falência do machismo, mostrando uma visão e cultura sexista como a forma de conduta ideal? 
Não sabem os publicitários que já temos pesquisas que comprovam o quanto as brincadeiras são marcantes na formação das crianças e podem transformar, incluir ou conservar conceitos e valores pra retroceder ou avançar a humanidade? Claro que sabem, não é mesmo! A brincadeira, que apela para o sexismo, onde meninas podem brincar com as coisas que as conduzem ao lar e os meninos com brincadeiras que os levem para o mundo público e do poder está na pauta do comercial. Mas está em desuso como prática de estudos e no sistema educacional implementado no Brasil. Este modelo ainda está impregnado em muitas propagandas, e a Kinder Ovo se superou, trazendo o retrocesso para o ar e para os lares.
A brincadeira, além de socializar, ela deve formar sujeitos mais autônomos, seguros e com habilidades para resolver conflitos, e não para estabelecer e dividir as pessoas, classificando-as pelas habilidades que querem construir em nós, em detrimento das que realmente temos. Por isto, mais que depressa, devemos recusar de forma veemente atitudes como esta, e fazer avançar no Brasil as políticas de inclusão de gênero, para que nenhum menino cresça achando que não deve cuidar da casa, e que nenhuma menina acredite que não nasceu para dirigir, nem o carro, nem a vida. Assim, fica o registro, para que os governos, os gestores e gestoras, as mães e os pais que assistem a estes comerciais, tenham um posicionamento propositivo diante dos novos desafios da vida, tornando as relações entre meninos e meninas prazerosas, respeitosas e acima de tudo, sem machismo, nem sexismo. Meninas e meninos podem brincar do que quiserem, e podem ser ainda mais do que os conceitos que o rosa e azul do Kinder Ovo quer que sejam.

Gláucia Helena de Souza
Professora de História e Assessora de Políticas de Gênero e Enfrentamento a Violência contra Mulheres.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

DESAPARECIDA EM JUNDIAÍ

MENINA DESAPARECE EM JUNDIAÍ A CAMINHO DA ESCOLA 
A adolescente Joyce Silva Marques, de 16 anos, desapareceu nesta quarta-feira (05), em Jundiaí. Ela é moradora da cidade de Cajamar e cursa enfermagem.
De acordo com informações de familiares ao "Jornal da Região", ela postou várias mensagens no celular para a mãe, avisando que estava assustada porque havia um homem seguindo desde que desceu do ônibus no Terminal Central, região da Praça da Bandeira.
Familiares ficaram desesperados e pediram para ela procurar a Polícia. A última informação é de que a jovem estava próxima da escola, quando o celular ficou mudo e a mãe perdeu contato. O fato ocorreu às 8 horas da manhã. Nesse horário havia ainda muita neblina na cidade.

Quem tiver qualquer informação pode passar para a Polícia Militar, no número 190 ou ligar para os familiares no telefone: 9.7584-8433. (Foto: Reprodução do Cajamar Notícias)

Fonte: facebook Jornal da Regiao

sábado, 25 de maio de 2013

DIA NACIONAL DA ADOÇÃO

25 de maio, dia nacional da adoção – dia de nos despirmos, como sociedade pensante, dos preconceitos; dia para que os legisladores repensem as leis que tiram das crianças o direito de viverem em família – natural ou substituta; dia para que o executivo repense suas prioridades de investimentos, destinando o que é necessário a essa parcela da população que goza de prioridade constitucional; dia para que o judiciário trate como prioritário todas as questões que envolvem crianças e adolescentes; dia para que todos os operadores do direito – aí se englobando TODOS os envolvidos com crianças e adolescentes, - repensem seus respectivos posicionamentos. Vamos tratar com prioridade o que é prioritário: a criança!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

domingo, 7 de abril de 2013

Nina Simone - Ain't Got No...I've Got Life


A música Aint Got No...Tenho vida, cantada por Nina Simone, expressa o que temos e que ninguém vai tirar a menos que queremos. 
Ofereço aos políticos que fingem "fazer", hipócritas da minha cidade Várzea Paulista, do Brasil e do mundo.

Nina Simone - Aint Got No. .. Tenho vida

Não tenho casa, tenho NÂO Sapatos
Não tenho DINHEIRO, NÃO tenho classe
Não tenho amigos, NÃO tenho escolaridade
Não tenho Trabalho, NÃO tenho Trabalho
Não tenho DINHEIRO, NEM Lugar parágrafo Ficar
Não tenho pai, NÃO tenho Mãe
Não tenho Filhos
Não tenho Irmãs, NÃO Irmãos
Não tenho terra, NÃO tenho Fé
Não tenho Igreja, NÃO tenho Deus
Não tenho amor
Não tenho que por, SEM Cigarros
Sem roupas, SEM País
Sem classe, SEM escolaridade
Sem amigos, SEM NADA
Nao tenho Deus
Nao tenho terra, Nem Água
Nem comida, NEM Casa
Eu disse que não tenho nenhuma Roupa, NEM Emprego
Nao, nada
Nao tenho ...
E eu NAO tenho amor
Ah, mas o que eu tenho?
Ah, o que eu tenho?
Deixe-me dizer o que eu tenho

E NINGUÉM VAI TIRAR
A menos que eu queira
Tenho meu cabelo, Na ninha cabeça
Meu cérebro, meus ouvidos
Meus olhos, meu nariz
E uma boca minha, tenho meu sorriso
Minha língua, meu queixo
Meu pescoço, meus seios
Meu coração, minha Alma
E minhas costas
Tenho meu sexo
Tenho meus braços, minhas mãos
Meus dedos, minhas pernas
Meus pés, dedos dos pés
E o meu fígado
Tenho o meu sangue
Eu tenho vida, eu tenho VIDAS
Eu tenho dores de cabeça e dores de dente,
E momentos de ruínas como você.

Tenho meu cabelo, Na ninha cabeça
Meu cérebro, meus ouvidos
Meus olhos, meu nariz e minha Boca
E uma boca minha, tenho meu sorriso
Minha língua, meu queixo
Meu pescoço, meus peitos
Meu coração, minha Alma
E minhas costas
Tenho meu sexo
Tenho meus braços, minhas mãos
Meus dedos, minhas pernas
Meus pés, dedos dos pés
E o meu fígado
Tenho o meu sangue
Eu tenho vida, e minha liberdade
Eu tenho a Vida

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Daniela Mercury casa-se com Malu Verçosa



Daniela Mercury postou várias fotos que exibe seu novo compromisso em seu Instagram para assumir a relação com a jornalista baiana Malu Verçosa. A cantora postou também uma bela declaração de amor na foto com sua mulher. "Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração pra cantar".